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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Afonso de Albuquerque conquista Ormuz

As ordens que Afonso de Albuquerque trazia de Lisboa, quando de lá partira no ano de 1506, ordenavam-lhe que corresse a costa da Arábia e a entrada do Mar Vermelho, procedendo á conquista de alguns lugares daquela área de Oman a Ormuz.

Assim foi feito, o que aumentava enormemente o prestigio e o temor que Afonso de Albuquerque infundia naquela zona, mas que não tinham bom acolhimento por parte do vice-rei D.Francisco de Almeida que não concordava, com esse tipo de estratégia, tendo insistido com D.Manuel, advertindo-o :

Quanto mais fortalezas tiverdes, mais falho será o vosso poder, toda a nossa força seja no mar, porque se nele não formos poderosos, tudo logo será contra nós. Enquanto no mar fordes poderoso, tereis a Índia por vossa.

Quando Afonso de Albuquerque, fundeou a sua armada frente a Ormuz, Coge Agar o senhor da cidade enviou um representante para saber das intenções de Albuquerque. Que clarificou a situação propondo-lhe a submissão ao Rei de Portugal e o pagamento de tributo, em sinal de vassalagem ou bombardearia a cidade.

Como a proposta de rendição não foi aceite, deu-se a batalha que foi dura e prolongada, acabando Coge Agar por aceitar a rendição comprometendo-se a pagar elevado tributo em nome do seu rei.

De posse da cidade, logo Albuquerque se preocupou em mandar levantar uma fortaleza que assegurasse a defesa da cidade. Medida essa que não foi muito bem acolhida pelos seus capitães, que viam nessa construção a intenção de os fixar num único ponto, quando poderiam andar ao corso das naus muçulmanas da Meca sempre carregadas de riquezas.

Desse desacordo e da indisciplina que se instalou a fortaleza acabou por ser abandonada mais tarde, ainda por acabar

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